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Entre letras e histórias: o verdadeiro significado do mês do orgulho

Popularmente reconhecido como "mês do orgulho", junho traz consigo muitas marcas, nomes e histórias importantes, sendo uma das principais Stonewall.


Ainda na década de 1960 relações homoafetivas eram consideradas crime nos Estados Unidos, e em muitos outros lugares do mundo. Até 1990 além de crime, a homossexualidade era classificada como doença pela Organização Mundial da Saúde. Hoje, graças à muita luta e mobilização podemos celebrar alguns avanços. Avanços estes que se devem à muita dedicação e esforços coletivos de mulheres que poucas vezes são reconhecidas por aí.


Você já deve ter se perguntado, ou escutado alguém questionar a quantidade de letras e a ordem da sigla do movimento, não? LGBTQIAPN+.


"Pra que tudo isso?", "Precisa mesmo de tanta coisa?", "Daqui a pouco vai ser o alfabeto inteiro...".

Para além do importantíssimo significado e representatividade de cada uma das letras, a disposição delas também é de extrema relevância. Inicialmente "GLS"¹, o termo, de maneira enxuta, organizava em seu espectro gays, lésbicas e simpatizantes. Foi quando em 2008, na primeira Conferência Nacional do movimento, a organização política de mulheres exigiu que a letra L tomasse a frente da sigla, como forma de reconhecer e dar visibilidade às mulheres lésbicas que sempre estiveram a frente da luta.


#PraTodosVerem: Ilustração em estilo de facilitação gráfica, com fundo branco, traços desenhados à mão e destaques em laranja e nas cores da bandeira Progress Pride (arco-íris, listras trans e antirracistas). No centro, o título "Dia do Orgulho LGBTQIAPN+". Ao redor, quadros ilustrados apresentam a história do Mês do Orgulho, os marcos de Stonewall, uma linha do tempo sobre a conquista de direitos, o significado de cada letra da sigla LGBTQIAPN+, a importância da ordem da sigla e o protagonismo histórico de mulheres lésbicas, trans e negras no movimento. A parte inferior destaca avanços conquistados, a continuidade da luta por direitos e o compromisso da Éssi com ações de diversidade, equidade, inclusão e pertencimento. A composição utiliza personagens diversos, ícones, setas e elementos visuais coloridos para tornar o conteúdo educativo, acessível e acolhedor.

Foram mulheres, em sua maioria lésbicas, trans e negras que estiveram na linha de frente física e intelectual do movimento, organizando e articulando mobilizações políticas e estratégicas para suas comunidades. Principalmente na década de 1980 durante a epidemia de HIV/ AIDS, na qual essas mulheres lideraram ações comunitárias de cuidado e atenção às vítimas, em sua maioria homens gays. Além de prestarem socorros, cuidados e atenção aos doentes, essas mulheres seguiram em luta, articulando politicamente garantindo avanços em diversos âmbitos. Contudo, mesmo sendo um movimento rebelde e identitário, ainda dentro dos moldes capitalistas e patriarcais, elas até hoje não recebem devido reconhecimento mas é nosso esforço fazer com que essas histórias sejam contadas.


Na Éssi, oferecemos diversas ações de letramento e formação frente às múltiplas pautas de DEIP. Atuamos com profissionais capacitados e de diferentes lugares de fala, com protagonismo e suas vivências pessoais.


¹ GLS significando "Gays, Lésbicas e Simpatizantes".


Foto de Talita Sousa. Ela veste uma blusa amarela, usa guias de Candomblé no pescoço, brincos de argola e tem a cabeça raspada.

Por Talita Sousa. Mulher negra, cisgênero, sapatona e de candomblé. Bacharel em Ciências e Humanidades pela Universidade Federal do ABC, graduanda em Políticas Públicas pela mesma Universidade, pesquisadora e colaboradora da Éssi Consultoria.

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