Women in the Workplace 2025: O que realmente está impedindo o avanço das mulheres e como podemos mudar isso em 2026
- Éssi Consultoria

- 19 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

O relatório Women in the Workplace 2025, da McKinsey e da Lean In, traz um retrato profundo — e preocupante — da experiência das mulheres nas organizações hoje.
Não estamos falando apenas de números, mas de padrões persistentes que moldam carreiras, influenciam decisões e determinam quem avança e quem fica pelo caminho.
E o que o relatório mostra é algo que todas nós já percebemos na prática: o problema nunca foi a falta de ambição das mulheres. O problema é a falta de suporte.
A pesquisa evidencia que as mulheres continuam recebendo menos apoio gerencial em todas as etapas da carreira. Menos feedback claro, menos advocacy, menos acesso a oportunidades estratégicas e menos visibilidade. Isso significa que, muitas vezes, elas precisam decifrar sozinhas regras informais, navegar expectativas implícitas e trabalhar o dobro para serem vistas com o mesmo nível de prontidão que homens são percebidos.
Quando esse apoio não acontece, o impacto é imediato: a trajetória desacelera, a confiança enfraquece e a sensação de carregar o mundo nas costas aumenta. E não por falta competência, força ou vontade, mas porque o ambiente não sustenta a jornada.
É aqui que surge um dado forte do relatório: pela primeira vez, aparece um “gap” de ambição entre homens e mulheres. A explicação para isso é múltipla e reflete principalmente o momento estadunidense, porém traz algo poderoso num contexto ampliado: quando mulheres recebem o mesmo nível de suporte que os homens, a ambição simplesmente se iguala. Não há diferença.
A ambição feminina não diminuiu. Ela está sendo drenada pela falta de estrutura, patrocínio, clareza e apoio consistente.
Com base na nossa experiência na Éssi podemos afirmar que iniciativas isoladas não resolvem esse desgaste. É preciso trabalhar com estruturas consistentes, capazes de transformar o cotidiano das mulheres e preparar líderes — especialmente gestores — para desempenhar um papel ativo na construção de carreiras mais justas.
Destacamos dois movimentos que realmente mexem o ponteiro da organização:
1. Programas estruturados de aceleração de carreira para mulheres.
Jornadas de treinamento que ampliam redes de apoio, fortalecem autoconfiança, destravam patrocínio, desenvolvem liderança e criam clareza de caminho. Mulheres que participam desses programas avançam mais e melhor.
2. Homens aliados como parte da solução.
Homens seguem ocupando a maioria dos cargos de poder. Isso significa que sem eles, a mudança não escala. Quando eles se tornam aliados ativos - patrocinando, distribuindo oportunidades, ampliando vozes, questionando vieses - o jogo muda para todo mundo.
É isso que cria ambientes onde mulheres prosperam e negócios crescem.
E sim, cresce. O relatório reforça que empresas que investem em equidade têm maior inovação, melhores decisões, mais retenção e mais performance.
Isso é estratégia empresarial.
Por isso, 2026 será um ano decisivo. Não só para reparar o que ainda falta, mas para construir o que ainda não existe. É necessário criar ambientes onde as mulheres não precisam provar seu valor repetidamente e que o apoio gerencial é um padrão, não um privilégio.
A Éssi está pronta para caminhar com você nessa construção.
Desenhamos e implementamos programas de aceleração de carreira, jornadas de liderança inclusiva, trilhas de homens aliados, patrocínio estruturado e estratégias de cultura que transformam dados em resultado — para as mulheres e para o negócio.
Se a sua organização quer fazer de 2026 um marco real de avanço, vamos juntas.
Acesso ao relatório completo no link: https://womenintheworkplace.com/
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Por Gisele Müller. Fundadora da Éssi.
Consultora, mentora, trainer e coach com o mesmo propósito que a move desde o início: acelerar o crescimento de pessoas e organizações com profundidade e autenticidade. Coautora dos livros Diversidade e Inclusão e Suas Dimensões.

